As redes sociais são fantásticas, uma invenção incrível que nos permite partilhar com o mundo um pouco sobre nós entre outras coisas.
Permite mantermo-nos em contacto com pessoas que estão demasiado distantes, partilhar vídeos e fotografias engraçadas para que um sorriso se esboce da nossa cara nos dias em que tudo nos parece negro.
Redes sociais como o facebook já me fizeram reencontrar pessoas que estavam esquecidas, e de certo que isso acontece a cada um de nós com uma conta neste tipo de rede social.
Tudo isto é fantástico, há muitas portas que se abrem, há muitas amizades que se constroem ou se mantém e muitos bons momentos são partilhados entre os amigos reais ou até mesmo entre os nossos amigos virtuais.
O problema acontece quando descobrimos que os nossos amigos reais, principalmente aqueles que nos são mais chegados, começam a dar mais valor a redes sociais do que à realidade do nosso dia-a-dia. Quando descobrimos coisas fantásticas dessas pessoas através do facebook em primeira-mão em vez de o sabermos através de um diálogo pessoal.
Torna-se chocante por exemplo, descobrir que o nosso melhor amigo é bissexual através de uma rede social, não pela sua preferência sexual, mas sim pelo simples facto de ao longo dos anos que conviveste com ele nunca te ter contado pessoalmente. Também se descobre pequenos pormenores da vida dos outros que nos surpreende, porque senão existisse essas redes sociais continuaríamos na ignorância.
Também choca-me, descobrir em primeira-mão determinadas informações pelo facebook ao invés de receber um telefonema ou uma sms.
Não sei se sou eu que tenho uma mentalidade retrógrada em relação a este tema ou se sou eu que dou demasiada importância à amizade real e ao convívio ao invés da amizade virtual...
O que é certo, é que hoje em dia tem-se dado demasiada importância ao mundo virtual e às suas redes sociais do que à amizade real. Dá-se mais importância em publicar as últimas novidades da sua vida ao invés de ligar ao amigo, seja porque estão tristes e precisam de apoio, quer seja seja por terem algo bombasticamente entusiasmante para partilhar.
É triste saber que o teu amigo real está com problemas pessoais simplesmente porque vês nas redes sociais que escreveu algo a esse respeito, por exemplo.
A meu ver as redes sociais têm coisas fantásticas, no entanto, não devemos de esquecer a realidade e o mundo em que vivemos.
Vaga de Pensamentos
quinta-feira, 10 de maio de 2012
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
A sorte dorme durante a tua prece

Todos nós em algum período na nossa vida (senão mesmo toda) criamos sonhos e fantasias na nossa mente com toda a vontade do mundo de as realizar e batalhar por aquilo em que acreditamos. Por vezes achamos que somos invencíveis e que a sorte estará do nosso lado.
Existem crenças, sonhos, objectivos e fantasias que nos passam à frente dos nossos olhos numa oportunidade única na vida de as agarrar. A vontade e a cegueira são demasiado grandes para acreditar no azar, na derrota e na desilusão. Por vezes, essas mesmas oportunidades que a vida nos trás apenas para nos deixar ainda mais sedentos, são oportunidades que só a sorte poderá conseguir concretizar. Por mais que se reze, sonhe, peça ás entidades divinas e se faça promessas discrepantes mas que no momento fazem todo o sentido, parece que apesar do esforço e da poderosa vontade a sorte decidiu adormecer perante as nossas preces.
A sorte talvez exista...para alguns. É esta a realidade. A dura realidade que acabamos por desvendar quando as oportunidades nos passam diante dos nossos olhos sem conseguirmos fazer nada.
Se isto faz sentido? A vida está recheada de situações que ninguém consegue explicar ou encontrar uma lógica. Acredito que poderemos alcançar determinados sonhos se batalharmos por eles nos momentos certos e com as ferramentas precisas. A sorte é algo falível, é uma amiga em quem não podemos confiar.
Não dá para forçar os acontecimentos nem forçar a realização de sonhos e oportunidades que no momento nos parecem únicas por toda a nossa existência. Só podemos lutar por algo com os pés bem presos à Terra e tendo conhecimento que o nosso esforço e ferramentas para construir a ponte até ao sonho é fiável. O tempo fará o resto.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
O cair da máscara

A vida dá muitas voltas, muitas vezes sem nos avisar de maneira a que possamos nos preparar para a batalha. Acontece descobrirmos a verdadeira cara por detrás de uma longa máscara e desiludirmos. Sorrir, abraçar, sonhar, viver e partilhar com aquela pessoa, situações magnificas e outras menos felizes como nunca partilhas-te com alguém. Acreditar que é para sempre e que tudo é real. Nem sempre os sorrisos são sinceros, nem sempre o outro sente por ti o que tu sentes por ele.
E descobrir a verdade quando a máscara cai e se parte em mil bocados, dói, dói mais do que se possa imaginar. Parece que alguém nos lançou um balde de água fria. A tristeza e revolta percorre todo o teu corpo, impedido-te de seguir em frente. As recordações únicas e puras que tinhas queimam-se até à ultima cinza, apenas a raiva perdura. Uma raiva misturada com amor, cheia de "porquês" e vontade de apagar o dia em que descobris-te toda a verdade.
Por vezes nos desiludimos com quem menos esperamos e não estamos prevenidos para nada.
A única maneira de se ultrapassar é aceitar a verdade nua e crua para poder-se seguir em frente. Aceitar a realidade da pessoa e não continuar a escondê-la por detrás da mascara e fingir que nada aconteceu. Porque tudo aconteceu e não te é indiferente.
Um dia vais sentir-te aliviado, e essa pessoa ser-te-à indiferente. Vais entender que, apesar da dor pela qual tiveste de passar, hoje és uma pessoa mais forte e foi melhor assim.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Não deixar para amanhã o dia de hoje

Por vezes é preciso fazer mudanças na vida, podem ser mudanças simples como nos hábitos alimentares, até mudanças maiores, como cortar definitivamente uma relação com alguém.
Interiormente sabemos que temos que fazer algo para que as coisas melhorarem, mas normalmente deixamos para amanhã e continuamos a viver no comodismo mesmo que este nos seja atormentador.
Mas o amanhã é uma incógnita, uma incerteza, um mistério. Quem nos garante que já não será tarde fazer o que quer que seja que deixamos hoje para fazer, para o dia de amanhã? Quem é que garante que o amanhã não traga algo devastador impedindo de voltarmos a sorrir, quando que no hoje poderíamos ter lutado pela felicidade que deixamos para o amanhã? Não existe forma de saber, de prever ou de ter a certeza do que quer que seja.
A vida é demasiado curta para deixar-mo-nos arrastar numa maré de sofrimento, desconforto ou angústia por tempo em demasia. Se é possível mudar, porque não o fazer? Porque não lutar por algo que nos fará melhor ao nosso estado de espírito? Mesmo que certas mudanças envolvam dificuldades e medos, há que ganhar coragem e dizer a nós próprios "é hoje". Porque hoje podemos ainda sorrir, tirar alguns tormentos na alma e peso no nosso coração. Há que mudar e mentalizar que o dia depois do hoje poderá nem sequer chegar.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
A selva dos transportes públicos

Quem é que nunca foi empurrado ou pisado por alguém nos transportes públicos? Muitas pessoas da margem Sul com destino Lisboa, têm como rotina diária o mesmo percurso perturbador: Correm para o autocarro, se tiverem o azar de ficarem em pé durante a viagem lançam olhares fulminantes aos passageiros que conseguiram lugar sentado. De seguida saem do autocarro como quem faz jogging matinal, mas de saltos altos, gravatas e pastas na mão atropelando quem estiver à frente pois quem chegar primeiro ao barco ganha. A primeira vez que estive no meio de uma pista de corrida igual a esta, ponderei a hipitese de haver demasiadas pessoas para a quantidade de bancos disponiveis no barco, no entanto não é esse o caso. Para além de haver sempre lugar (nem sempre no que preferimos, por vezes temos que sentar ao lado de alguém que cheira mal), uma boa parte das pessoas que aqueceram o banco por 5minutos levantam-se e vão direitinhas à porta de saída, ficando em pé aos 15min restantes da viagem a agarrem a porta como se não houvesse amanhã, mesmo com uma placa bem grande a informar que é expressamente proibido passageiros em frente à porta até atracar. Há ainda as restantes pessoas que se levantam e fazem fila atrás das outras que já estavam a agarrar a porta contentes por serem as primeiras a sair do barco, que se levantam exactamente nos 10min de viagem (pessoas muito bem cronometradas). Por fim existe a minoria que 1 ou 2 minutos antes da viagem terminar levanta-se e vai para a fila. Barco atracado as pessoas saem sem meias medidas para atingirem o seu objectivo de serem os primeiros nesta competição, pisam os pés, dão com os sacos na cara de outros e até empurram se for preciso tirar alguém da frente. Atingido a medalha de ouro para alguns, prata e bronze para outros que tentaram ser os primeiros. Apesar dos esforços e da quantidade de empurrões e jornais que ofereceram na cara das pessoas, como em qualquer competição há sempre os que ganham e os que perdem. Mas sendo estas, pessoas persistentes, ainda têm a possibilidade de ganharem na próxima corrida: Chegar primeiro ao autocarro\eléctrico\metro. A vontade de vencer é tão grande que muitas vezes até arriscam a vida em homenagem à vontade de ganhar na competição, atravessando a estrada até ao terreiro do Paço, cheia de transito, com Sol que encadeia os condutores e claro, com o sinal vermelho para os peões. Posterior a isso, entrando no eléctrico (no meu caso), sento-me e espero que este transporte me leve finalmente ao meu destino. Quando o eléctrico pára nas próximas paragens e vai enchendo, as pessoas têm que optar obrigatoriamente por ficarem em pé deviado à falta de lugares sentados livres, os seus olhares fixos em mim como se me lançassem um feitiço que me obrigasse a levantar é estrondoso. Observo os próximos passageiros a entrar no eléctrico com o passe sem validade ou com cartões sem dinheiro a tentarem passar 14 vezes de seguida na máquina a perguntarem inocentemente o porquê de a máquina dar verde para todos menos para essa pessoa, provocando a fila de pessoas que querem entrar e minutos perdidos em vão que são preciosos para muitos.
Andar de transportes públicos tem muito que se diga!
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